Começo esse primeiro post para falar do que realmente me
inspira, e posso ser bem sincero com todos ao dizer que ser pai me inspira hoje
a viver.
Há cerca de quase vinte uma semanas atrás estava eu ainda “meninão”
curtindo o que a vida me oferecia dentro de um relacionamento recém iniciado
mas já com algumas aspirações a uma vida mais séria, pero nem tanto, pelo menos
até aquele momento.
Passava das nove horas da manhã quando recebo a notícia de
Priscila que o exame que ela comprara tinha dado positivo. Sim, aquele velho e
bom exame de farmácia por muitas vezes não levado a sério por muitos casais por
ai a fora. E comigo não foi diferente.
Apesar do baque da notícia, hesitei mas não hesitei tanto
assim. Era certo que isso poderia acontecer dado todos não “cuidados” que
tivemos em nossos encontros e fins de semana brincando de “casinha”. Após esse
dia, após essa confirmação de fato minha vida mudou!
Ainda com vinte nove anos, solteiro, me aventurando no mundo
do empreendedorismo, pagando alto e caro para vivenciar o sonho da independência
financeira, social e corporativa, ainda acreditava que tinha todo tempo do
mundo para em algum momento me planejar para ter um filho ou uma prole.
Ledo engano. A surpresa determina novos planos, novas estratégias,
novas abordagens diante de uma perspectiva que nunca existiu antes. E ai cara?
E agora? Sem planos, sem fundos, sem crédito, sem nada para garantir algo sustentável,
como fazer?
Essa pergunta veio em uma velocidade tão constante, retilíneo
e quase uniforme em minha mente durante horas até encontrar uma saída: Preciso
mudar e readequar tudo diante da chegada do que até então não sabia, mas que
hoje tenho plena certeza absoluta e inquestionável. Mudar para receber o meu
maior tesouro, minha primeira filha, Iris.
A inspiração para tudo que veio depois dessa notícia, me
move, me alimenta, me sustenta, me conforta, me faz ser que nunca pensei, me faz pensar como nunca
antes e me faz sentir um desejo incontrolável de buscar por tudo que for
necessário para garantir a chegada confortável de Iris a esse plano.
Iris me escolheu como seu pai aqui, ela dentre de tantos
outros me escolheu para que eu seja o seu mentor, o seu herói, o seu modelo
masculino, ou em uma única palavra, o seu pai. E dada essa dádiva recebida por
Deus, como posso eu não me inspirar? Como posso não buscar todas as manhãs
diante dos cenários mais adversos uma nova solução, uma nova oportunidade, uma
nova conquista? Sim, posso, e não apenas posso como devo e por essa e outras
razões que aqui estou, completamente motivado, as vezes até um pouco
mal-humorado (o que é natural para um notívago) pela manhã mas feliz.
Início aqui o registro histórico dessa passagem, desse rito
que se inicia com a chegada da Iris. Eu hoje com quase trinta estou me
preparando para ser um pai.